terça-feira, 10 de novembro de 2009

A ETERNA BUSCA DA BELEZA IDEAL

A realidade dos números é cruel


São raras as mulheres satisfeitas com a sua beleza. A maioria corre atrás do padrão estético das beldades que posam para revistas e desfilam na TV. Quem não se encaixa nele – quase 90% – sente-se excluída e humilhada e tende a aceitar qualquer sacrifício em nome da “beleza ideal”. Diante desse quadro, cabe perguntar: como as mulheres chegaram a esse ponto, depois de tantas conquistas importantes no último século? Por que é tão difícil aceitar a diversidade da beleza?

Atentas às armadilhas consumistas, as mulheres serão cada vez mais escravizadas pela cobrança estética e menos dedicadas às questões realmente relevantes à sociedade, quando deveria ser precisamente o oposto.





A busca de beleza ideal deixa marcas, por vezes fatais, pelo caminho. A anorexia, uma vez que pessoas belas são magras. Bulimia, que pode ocorrer junto com a anorexia, e acontece em todas as idades. Vigorexia, que é a prática exagerada por exercícios físicos, ocorre mais em homens de qualquer idade. Dietas milagrosas, que terminam por conduzir o organismo à subnutrição são comuns em todas as idades e classes sociais.

A beleza ideal não existe. É como a moda. Senão, vejamos: este ideal nem ao menos pode ser alcançado, já que pode mudar a qualquer momento, com a mesma velocidade que mudam as cores da moda de cada estação. Não há muito tempo em que a moda era ter seios mínimos; hoje a moda quer seios grandes, quanto maiores, melhor. Marilyn Monroe e Sofia Loren, hoje não fariam sucesso. Nem Twwigy. E o que dizer dos rostos de Barbie, todos parecidos? Mesmo com os procedimentos menos invasivos, as chamadas caras de boneca são indisfarçáveis, todas parecidas, nunca se sabe se estão tristes ou alegres. E já foram piores.




É óbvio, no entanto, que devemos ter cuidado com o nosso corpo, fazer exercício físico regular, ter cuidado com a alimentação, usar (mas não abusar) de cremes de beleza, e até usar uma maquilhagem discreta. Mas o problema, é que esta procura incessante se encontra na auto--estima,

Cuidado, porque o problema não está nem no creme nem na cirurgia plástica, mas sim em quem faz da beleza física a meta de vida, o fim em si da vida, que passa tanto tempo em busca desta beleza que nem tem tempo de ver a vida a passar.




terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Uma imagem vale mil palavras"

Por todo o mundo, a fotografia surge como o meio de comunicação visual mais divulgado e menos oneroso dos media , e o mais eficaz para o registo, publicidade e até para o prazer pessoal. A fotografia não é somente a ferramenta de comunicação visual comum aos países industrializados, tornou-se também no símbolo de democratização da utilização de meios, pois cada vez mais gente usa a sua câmara fotográfica para registar acontecimentos familiares ou para exprimir as suas reacções pessoais face à realidade circundante e ao imaginário. Pela sua omnipresença a fotografia sob a forma de originais ou de reproduções impressas, tem um papel extremamente importante nas instituições sociais, artísticas, científicas, técnicas, publicitárias e até na nossa relação com a natureza. É manifestamente verdade que a câmara fotográfica modificou a nossa maneira de ver e registar o mundo que nos rodeia e até que nenhum ponto de vista original sobre a realidade pode ser considerado eternamente verdadeiro. A câmara fotográfica é, desde a sua invenção e sobretudo desde o aparecimento da película fotográfica, da evolução das objectivas e da evolução dos próprios formatos, como as SLR de 35 mm, um meio fundamental de registo, praticamente em todas as áreas de actividade humana; pode por exemplo captar desde o momento mais breve parando a imagem com exposições de milésimos de segundo, como registar transformações sequenciais através de exposições intermitentes, acontecimentos históricos, sociais, etc. A câmara fotográfica pode ser associada a uma série de instrumentos de grande tecnologia, como instrumentos ópticos de grande precisão, microscópios e telescópios, sondas electrónicas com os mais diversos fins, computadores e outros aparelhos digitais, etc. Na sociedade actual a fotografia não pode ser dissociada de tudo o que nos rodeia. A fotografia é muito importante no jornalismo, na publicidade, na moda, no design gráfico/de comunicação. A fotografia está indelevelmente ligada à arquitectura, à engenharia, às artes plásticas, ao restauro artístico, à arqueologia, astronomia, medicina, investigação científica... Os factos e marcas do séc. XX, estão intímamente relacionados com a fotografia, pois são por ela fixados e divulgados. Ela é o testemunho objectivo desses factos. Uma fotografia, capta um momento único, que não mais se repetirá.